Gerenciamento de cores em imagens astronômicas: por que você deveria levá-lo a sério
Ao ajustar as cores na pós-produção, você já se deparou com estes incômodos:
- Você não tem certeza se as cores da imagem que processou aparecem sequer parecidas na tela de outra pessoa?
- A intenção visual que você quer transmitir por meio da cor consegue ser expressa corretamente?
- Quando você imprime a imagem em um suporte físico, há uma diferença enorme entre o produto final e o que se vê na tela?
Se sim, então o que você precisa é — fazer um bom gerenciamento de cores. Não importa se você usa o PixInsight ou o Photoshop para concluir o ajuste final de cor da imagem: isso é igualmente importante.
As ciladas em que eu mesmo caí
Certa vez, processei imagens astronômicas por mais de um ano sem fazer nenhum gerenciamento de cores do monitor. Durante esse tempo, eu sempre me deparava com a mesma coisa: as imagens que eu editava mostravam grandes diferenças de cor e contraste entre a tela do meu computador e o celular; e até no mesmo computador, ao abrir a mesma imagem no PI e no PS, elas apareciam diferentes.
Por muito tempo não consegui entender onde estava a causa, até que contratei um especialista para calibrar o meu monitor e adquiri uma compreensão superficial dos conhecimentos relacionados ao gerenciamento de cores; só então aqueles problemas de cor mencionados acima foram finalmente resolvidos.
Conclusão
O gerenciamento de cores não é esoterismo, e sim um trabalho de engenharia fundamental que faz com que “o que você vê” e “o que os outros veem”, “o que está na tela” e “o que sai na impressão”, correspondam entre si. Vale a pena que cada colega que processa suas imagens a sério dedique tempo a entendê-lo.
Se você também carrega incômodos relacionados à cor, recomendo a leitura complementar do artigo deste site sobre “Gerenciamento de cores e calibração do monitor”; tenho certeza de que você terá ganhos inesperados.