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Eliminar os gradientes de poluição luminosa: ABE, DBE, Gradient Correction e GraXpert

Fase linear2024.03

Esta imagem deveria, originalmente, servir como um dos exemplos de remoção de gradiente numa palestra da Sony, só que, por falta de tempo, acabei não a abordando. Justamente há pouco o PixInsight lançou o processo Gradient Correction (GC), então aproveitei para processá-la mais uma vez com ele, e o resultado se revelou, inesperadamente, digno de nota.

Esta imagem eu fiz há quatro anos, pouco antes de fotografar o eclipse anular de Sol na região de Yunlin-Chiayi, de improviso, da varanda do hotel: sem flats e sem rastreamento, e a área clara na parte inferior do quadro é a poluição luminosa da cidade de Chiayi. As condições eram bastante desfavoráveis, o que faz dela justamente uma pedra de toque para toda sorte de ferramentas de remoção de gradiente.

A mesma imagem, um confronto de várias ferramentas

Anteriormente eu havia feito o DBE à mão várias vezes, com resultados sempre pouco satisfatórios (ver a imagem inferior direita). O ABE, ao contrário, quando joguei a imagem nele, fez um trabalho inesperadamente bom (imagem superior central). E a surpresa desta vez foi esta: pegar o resultado do ABE, que já era melhor, e processá-lo mais uma vez com o GC (imagem superior direita) produziu, para meu espanto, o melhor resultado — o centro galáctico emergiu da poluição luminosa, e até a sobrecorreção que o ABE não conseguira resolver (aquela sombra preta um pouco à esquerda do centro da imagem) foi, de uma só vez, eliminada no GC.

Além disso, também testei o GC sozinho (imagem inferior esquerda), bem como o efeito de outros modos do GraXpert (imagem inferior central), e dispus tudo no comparativo para referência.

Comparativo de seis painéis da mesma imagem com poluição luminosa severa: a fila superior, da esquerda para a direita, é Original, ABE, ABE+GC; a fila inferior, da esquerda para a direita, é GC, GraXpert, DBE

Algumas observações

Vale acrescentar que, nesta imagem, em teoria o DBE também deveria conseguir alcançar o mesmo resultado do ABE; a única diferença está em que é preciso posicionar corretamente os pontos de amostragem e ajustar bem os parâmetros, o que leva muitíssimo tempo. O teto da capacidade da própria ferramenta raramente é o problema; o verdadeiro custo está em quanto empenho a pessoa tem de dedicar para operá-la.

Nesse tipo de material, com poluição luminosa severa e ainda por cima sem flats nem rastreamento, a combinação de assentar a base com o ABE e arrematar com o GC me poupou, desta vez, um bom tanto de trabalho, e permitiu que o centro galáctico, que a poluição luminosa quase havia engolido, enfim se mostrasse.